quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Adotar

O Sol bateu na cara
O dia amanheceu
Parecia mais um dia
Mas foi nele que ocorreu

Acordei, fiz tudo igual
Saí para trabalhar
De repente algo acontece
Não sei nem como explicar

Uma criança abandonada
Me pede um trocado
Fiquei pensando que pais são esses
Que deixam um menor assim largado

Dei o trocado e segui meu dia
Pensativo sobre o ocorrido
Foi aí que pensei
Vou adotar um menor, estou decidido

Tantos casais querem um filho
E tantos filhos querem ter pais
Se juntassem esses quereres
Teriam novas histórias, novos finais

Eder Santos

Nesta poesia, tentei imaginar como é que algumas pessoas decidem adotar uma criança. Comigo não aconteceu bem isso, mas eu também penso em futuramente adotar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Imaginúsica

O que alimenta a arte
É a imaginação
Que nos faz enxergar no escuro
E nos traz inspiração

A arte por si só
É como a nota Dó
Que sozinha não é nada
Precisa da nota Sol

Na verdade não é só Sol
Também tem a nota Fá
Ou se você preferir
Encaixe a nota Lá

Um conjunto de acordes
Forma uma bela harmonia
Muitas vezes uma boa música
Era uma simples poesia

Não sei se esta aqui
Irá se tornar canção
Mas foi o que consegui fazer
Com a minha imaginação

Eder Santos

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Meus Olhos

Os meus olhos estão cansados
De ver esta realidade
De ver tanta gente morta
De ver tanta barbaridade

Os meus olhos querem ver
A solução para esse país
Os meus olhos querem ver
Um povo mais feliz

Eu quero ver
Nossas crianças nas escolas
Nossos jovens trabalhando
E homens bem longe das drogas

Eu quero ver
Nosso país indo pra frente
Saúde e segurança
E uma estrutura inteligente

Não quero ver
Pessoas comendo lixo
Criança sem um caderno
E vivendo feito bicho

Eder Santos

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Poder da Melanina

O que difere um ser de outro?
Um pouco de melanina?
O que tanto faz sofrer
Um garoto ou uma menina?

O preconceito é algo sem sentido
Que corrói o coração
Então deixe de lado o racismo
E abrace seu irmão

O negro ou o branco
É coisa da colonização
Na verdade o que existe hoje
é uma miscigenação

A pele não importa
O que importa é a cabeça
Conheça sua história
E dela nunca se esqueça

Um pouco mais ou um pouco menos
De uma simples proteína
É o que separa para o racista
A vilã da heroína

Eder Santos

Observação: O último verso da poesia se refere a heroína (feminino de herói). Não tem nada haver com a droga ilícita. Fiz esta observação porque alguns dos meus colegas já leram e aconteceu de algumas dessas pessoas ficarem confusas quanto a isso.