quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quando eles vão embora

Desde que nascem
Os filhos precisam da gente
Desde atravessar a rua
Até arrancar um dente

Doamo-nos para eles
Damos amor e carinho
Um dia o filho cresce
E segue seu rumo sozinho

Hoje se arrumam sozinhos
E amarram os próprios sapatos
Agora percebemos que eles cresceram
E temos que aceitar os fatos

Hoje já não temos mais
Aquela casa agitada
Onde o filho chega chorando
Depois de uma pancada

O vazio não é só em casa
Também consome o coração
Depois de anos cuidando deles
Hoje estamos na solidão.

Eder Santos

Um comentário:

  1. poema realista que nos faz reflete na quilo em que estamos nos transformando ,juntanente com a politica e a cultura do estado, governo

    continui assim... revolucionário.. nos fazendo pensar !

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